Aguário é um conjunto de “poemas performativos” onde as múltiplas vozes da água se misturam com a voz humana, o corpo e o movimento, a imagem e os objectos cénicos.

Diz-se que há uma linguagem falada pelos pingos da chuva, ondas do mar, fontes e rios. Que até nas nuvens se ouvem conversas, bem como nas gotas do orvalho, onde ela adquire formas delicadas que só se ouvem de manhã bem cedo. No oceano profundo, pelo contrário, soa grave e majestosa.

Como acontece com outras linguagens cujos dicionários ainda estão por fazer, requer uma escuta atenta e a capacidade de imaginar. Quando assim é, soa a música. Em Aguário faz-se um primeiro esboço em abordar a água como matéria artística que se pode moldar como traço, gesto, som, fluindo no tempo e no espaço. Ligando tudo e todos, é essa a natureza da água. Aguário é uma co-produção da CMT e da Casa das Artes de V. N. Famalicão, com quem a Cidade Orizuro assim se vai construindo. Estreia a 25-26 de Setembro no Grande Auditório da Casa das Artes.