O trabalho de criação de constelações artístico-educativas da Companhia de Música Teatral explora diferentes formas de abordar os recursos sonoros e envolve o público nos vários aspetos da construção de relações com a música – ouvir, fazer, criar, saber. O piano ocupa um papel importante nas criações CMT e na constelação ADP temos explorado técnicas e estéticas que nos permitem ver/ouvir o piano de formas muito diferentes das mais habituais.

Mais do que uma obra acabada, o Pianoscópio é um universo e uma “linguagem” que pode tomar várias formas.

O Pianoscópio integra a Constelação Anatomia do Piano e assume-se como a vertente prática e participativa de alguns dos resultados a que chegámos com a nossa pesquisa. Ao desenvolvermos uma ideia que “desconstrói” o piano queremos contribuir para a construção de uma visão mais profunda sobre a música, proporcionando uma oportunidade de descoberta e de expressão.

Trata-se de uma experiência que transforma o piano num instrumento coletivo, uma instalação/escultura sonora capaz de produzir sons de imensas cores, um espaço para ser habitado por pessoas e soar em função das interações entre elas.

Em primeiro lugar, é uma instalação interativa que pode ser visitada e explorada por qualquer pessoa. É também um workshop com duração de 45/60 minutos, centrado não só na exploração dos recursos sonoros, mas, sobretudo, na construção de peças de música que, tendo uma base pré-definida, se desenvolvem através do improviso.

Esta experiência foi pensada para escolas a partir do primeiro ciclo, famílias ou grupos mistos de pessoas a partir dos seis anos.

O Pianoscópio é ainda um instrumento de formação para educadores, artistas, músicos ou professores de música. Abordam-se aspetos teóricos do processo criativo que deu origem ao projeto e propõe-se um conjunto de atividades pensadas para o estímulo da criatividade e desenvolvimento de ideias próprias.

Por último, o Pianoscópio é também o espaço cénico/sonoro que acolhe um espetáculo que combina os recursos da instalação com a voz falada. Estas experiências podem ocorrer de forma autónoma ou em articulação, permitindo assim que o mesmo recurso possa ser potenciado de formas diversas.